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Deep With Me

Deep With Me

...

Sentada no chão tendo como tecto um céu estrelado iluminado pela lua em quarto crescente, recordo cada linha do teu rosto.

 
Um rosto que me faz sorrir e chorar, que me excita e me retrai. 
 
Fecho os olhos e os teu dedos percorrem-me a face, contornam-me os lábios abrindo-os ligeiramente.
 
Juntas o teus lábios aos meus num beijo sentido, suave e ao mesmo tempo esfomeado. Um beijo feito no céu absolutamente perfeito.
 
Belisco os mamilos e agarro os seios mas falta a respiração acelerada ao meu ouvido. 
 
Os dedos dentro de mim e a pressão no clitóris não tem a força devida.
 
Falta o calor do teu corpo, as tuas mãos em mim, a agarrar o cabelo, falta o beijo, as palavras perversas num tom de voz irresistível e a promessa de prazer inesquecível.
 
As mãos procuram satisfazer a volúpia que me consome chegando ao orgasmo enquanto murmuro o teu nome.

 

...

Acordo-te com um beijo. 

Desperto-te com um toque. 
 
As minhas unhas raspam a tua barba e enrolas-te todo como um gato em busca de mimo.
 
Um fino lençol cobre o teu corpo mas a ereção é bem percetível. 
Deitada de lado, com uma perna entrelaçada na tua e com o joelho já a roçar-te o membro, brinco com os teus pêlos do peito.
 
Sorris. Sabes o que quero. O que preciso.
 
Beijas-me. Um beijo ardente e caloroso que depressa se torna desejoso.
Puxas-me e estou sobre ti. 
 
Enquanto me beijas, agora vorazmente, acaricias-me o peito e beliscas os mamilos.
Eu roço em ti e na ereção latejante que se faz notar ao mesmo tempo que te agarro o cabelo com força.
 
Encaixo-me em ti e arquejo com o calor que me percorre o corpo.
 
E fodemos. Sim é essa a palavra. É uma busca de prazer mútua num ritmo frenético. Entre arquejos, gemidos e rugidos chegamos ao prazer. 
 
Satisfeita deixo-me cair sobre ti e afago-te o rosto. 
Embalada pelo bater do teu coração e enquanto me acaricias o cabelo, fecho os olhos.
 

...

Gestos subtis percorrem-te o corpo como que murmúrios sem os compreenderes.

Palavras gravadas em segredo na tua pele por cada toque

Gritos sem voz abafados por sombras escondidas nas sombras

Uma oferta não completa por trás de um sorriso

Uma dor no peito por cada toque de amor

...

A camisola tinha descaído expondo o meu ombro. Beijou-o e ali ficou.
Os seus olhos procuravam os meus e os meus ... bem ... procuravam fugir.

Colocou a mão no meu queixo virando-me para ele.
- Não fujas. Disse-me.

Como fugir? Não me conseguia mexer. O meu corpo não obedecia.

Percorreu o ombro, pescoço e nuca cobrindo-me toda a pele com pequenos beijos ao mesmo tempo que me girava ficando de costas para ele.

As mãos estavam nas ancas pressionando-me para trás, fazendo-me sentir o seu membro a pulsar. Desapertou-me as calças.

Levantei os braços para me tirar a camisola mas parou-a nos braços, deixando-os presos. Rodou sobre mim, encostou-me a parede, manteve os meus braços elevados, ainda presos e segurou-os com uma mão enquanto que com a outra tirava os seios para fora do soutien.

Ergueu-me o queixo e passou a mão sobre o pescoço apertando levemente, entre os seios, descendo sempre até aos pêlos púbicos, onde continuou e explorou o sexo.

Tinha o coração fora do peito sentindo a sua batida sobre a pele.

Presa, encurralada e porém nunca me senti tão segura.

As mãos pequenas, ágeis, pressionavam o clítoris enquanto seus dedos me penetravam.
Sua boca quebrava os meus gemidos com beijos desejosos.

Cheguei ao cume do prazer apenas com a sua mão.

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