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Deep With Me

Deep With Me

...

E fico com o coração na boca...

Fico sem saber como respirar...

Fica o sabor de um beijo não dado... 

Fica o cheiro de um abraço que não tem tempo...

Fica o desejo não concretizado...

Fica um aperto ilógico...

Fica um vazio no peito...

Ficam lágrimas escondidas...

Fica uma voz perdida no tempo...

Ficam as saudades...

Fica a tristeza..

Parece que é hora de me despedir de ti e guardar te para sempre ao mesmo tempo...

Encontra-te...

Mas procura por mim nos teus sonhos que vou visitar-te...

Só aí sou eu...

...

O seu toque.  Queria o seu toque. Necessitava dele.

Percorria o corpo com as próprias mãos para acalmar a ânsia.

Com a ponta dos dedos nos lábios, sentindo a própria respiração, deslizando pelos seios arrepiando se. Pelos mamilos, agora erectos como se a aguardar a sua boca.

Com as unhas, numa tentativa fraca de simular a sua barba em toda a extensão do seu dorso.

O calor no sexo, onde os dedos e mãos não a saciavam. Queria os seus dedos, as suas mãos, a sua boca...

Queria-o nela. Em toda a sua profundidade. Em toda a sua necessidade.

Dar se. Entregar se. Submeter se.

Pele com pele. Suor com suor. Desejo com desejo.

...

Acordou-me com um beijo suave. A sua respiração sobre mim.
Puxei-lhe a boca contra a minha e beijei-o profundamente.  A língua na minha boca persistente, desejosa.

Ergueu-me o queixo e mordeu-me o pescoço, a omoplata...

A barba por fazer contra o peito enquanto me lambia, mordia e chupava os seios. A fazer deles seus.
Aquela dor prazerosa.... sim ...

Desceu sob o ventre, sob o monte de Vénus depilado e beijou os grandes lábios, afastou-os e brincou com o clítoris.  Pequenas pancadas sucessivas com a língua que me levam a loucura.
Colocou-me dois dedos na boca para depois os introduzir em mim enquanto saciava a sua fome. A sua necessidade, que era a minha necessidade, lambendo, chupando e beijando.

Agarrava os lençóis, apertava-o contra mim, acariciando a cabeça e os ombros.
Brincava com os próprios seios e elevava as ancas em busca de prazer.

Ergueu-se sobre mim e sem demora
agarrei-lhe o membro duro e erecto, fazendo semi circulos com a mão sobre a base, masturbando-o ao mesmo tempo, lambendo e chupando em toda a sua extensão.  A minha língua a passear por ele.
Olhei-o ... maxilar tenso e cabeça para trás, as mãos minha nuca a tentar marcar ritmo.
Cravava-lhe as unhas no abdómen enquanto ele maneava as ancas fodendo-me a boca.

Deitou-me de costas voltadas para cima, uma mão percorreu a extensão das costas para cima e para baixo antes de ma passar pelo traseiro e pernas.
As mãos deslizam pelos meus braços até aos pulsos estendendo-os para os lados e percorrendo a lateral dos seios.
Com os joelhos, afastou-me as pernas entrando em mim levemente, aproveitando cada segundo, cada centímetro.

Agarrou-me o cabelo, puxando-o e levantando a cabeça ergo as ancas e encosto-me a ele.
Num instante se tornou um ritmo frenético com sons prazerosos em perfeita harmonia de gemidos, suspiros e sussurros.

Virou-me para ele colocando as minhas pernas sobre os ombros e entrou em mim novamente. Desta vez com mais força aumentando as investidas.  Aumentando o prazer de cada um.
Eu gemia e arquejava, ele sorria e rugia. O prazer dele era o meu prazer.

Baixou-me as pernas, uma para cada lado ainda dentro de mim. Agarra-me as ancas, a cintura, beliscando os seios.
Puxava-o contra mim, arranhava-o, cravava-lhe as unhas...
A respiração torna-se irregular até paro de respirar só para sentir eofego num mar de sensações.

Sorri e entra com toda a força em toda a minha profundidade e atinge o clímax soltando um grunhido.

Fecho os olhos. Cai sobre mim onde é abraçado com braços e pernas.

Abro os olhos...

Estou sozinha.

 
 

...

Diz me que não é um sonho.
Diz me que sentes.
Também sentes?
Diz me que também o sentes.
Diz me que não estou sozinha neste emaranhado de emoções.

...

Não procurava nada e ainda assim conseguiu encontra-lo

O silêncio grita o seu nome...

Acorda-a nos sonhos...  faz-lhe falta

Um aperto que a consome... com o seu corpo a reclamar a sua presença

Ocupa seus pensamentos... acompanha-a durante o dia... e noite

A sua tentação... ele sabe... e contudo sempre a tentar escapar-lhe por entre os dedos

A esconder-se detrás de um muro já inexistente

A fugir duma estrada sem saída

...

Linda. Resplandecente. Iluminada pelo luar.

Olho a deitada na cama. O seu corpo exausto descansa por fim.
Não sabe quão linda é. Não sabe quão linda está. 

Fecho os olhos. Recordo a noite anterior.

O vestido caído a seus pés. Os cabelos pretos soltos envolvendo os seios. Os olhos verdes... sim ... os seus olhos que me prendem e me enfeitiçam.

Rodeava a como a uma presa.

As minhas mãos na sua face, nos lábios,  que se abriram levemente, a percorrerem o peito excitado.

Os cabelos espalhados na cama. As suas mãos a moverem se pelo próprio corpo como se a desafiar me, a convidar me para si.

Se isto é o inferno não quero o céu.

...

A ansiedade crescia no peito irrequieto.
Estava atrasada.
Estaria ele adiantado?
Mas que horas eram?
Olhou para o relógio... 21:27 ...

Esfregava as mãos uma na outra.  A noite estava fria.

Passos confiantes. Botas de salto grosso. Era ela. Ele sabia.

Não se mexeu.  Não conseguiu.

Ela agarrou o pelas costas. Ele respirou. Finalmente respirou.

Agarrou-lhe as mãos e sentiu os corações em uníssono.

Ela virou-o. Agarrou-lhe o colarinho do casaco e beijou-o.
Um beijo calmo, saudoso... cheio de amor...
Que mais poderia ser?

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